quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A propósito de Pisa

Torre De Pisa
(imagem retirada daqui)

Quando o silêncio e a relativização se tornam necessários, é quando os políticos mais falam. A propósito dos resultados de Pisa, as reacções foram estridentes, estabelecendo relações causa-efeito ilegítimas. Designa-se por post ergo, ergo propter hoc a falácia onde se assume que um efeito é consequência de uma determinada causa por mera sucessão temporal. Se José Sócrates afirma que os melhores resultados se devem à política governamental de educação está, obviamente, a incorrer nesta falácia. Pelo menos tem o mérito de proporcionar aos estudantes de filosofia casos concretos de falácias.

Wikileaks e Ética


A propósito disto convém dizer duas pequenas coisas. Em primeiro lugar, a publicitação de conteúdos considerados «segredos de estado» só se justifica se a consequência tiver mais vantagens do que prejuízos. Neste caso em particular creio que traz mais prejuízos do vantagens. Logo, num ponto de vista utilitarista, considero ilegítima o exacerbamento da Sociedade Transparente. De facto, se todos os estados fossem transparentes assim como as pessoas, seria possível viver? A ocultação e o segredo ainda são importantes. Claro está que, caso haja um benefício evidente, a divulgação de conteúdos secretos, tal como aconteceu com o caso irão-contras ou com Watergate, é legítima. Agora, se a administração americana considera que Zapatero é «um felino na selva» não é algo que contribua para a felicidade. Bom, convenhamos que pode contribuir para uns sorrisos...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que estou aqui a fazer

Muitas vezes sinto-me frustrado, por vezes renasço, sem saber porquê. É este o dia-a-dia de um professor que ingenuamente quer todos mas que só pode contentar-se com alguns. Mesmo assim, creio que todos os alunos se apercebem da necessidade de pensar e, acima de tudo, de pensar bem. Mas creio que a minha principal função será a de desconstruir. Isso dá-me um certo gozo. Conjugar o egocentrismo com a capacidade do adolescente querer pôr tudo em causa, é uma oportunidade única que um professor tem de exercer o seu papel, neste caso um professor de filosofia. Para tal será conveniente «abalar» os ténues alicerces do conhecimento adquirido até aí e propor-lhe caminhos possíveis. É só o que posso fazer, é assim que me sinto útil.
Para ver: http://camaraclara.rtp.pt/

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Escrita e Cérebro

Sou um entusiasta moderado do uso das novas tecnologias. Por um lado devem funcionar como um meio e nunca como um fim em si mesmas. Se contribuírem para a facilitação, acessibilidade de informação e possibilitar a troca de conhecimentos, tudo bem. Porém, se houver um entusiasmo desmedido a favor de gadgets sem o equilíbrio da crítica, então tudo mal. O nosso índice civilizacional trouxe consigo uma vertente que anteriormente não existia: o exercício científico, o único patamar humano onde ainda se encontra alguma seriedade. Pelo menos assim acredito.
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1716312&seccao=Sa%FAde

sábado, 20 de novembro de 2010

Exame de Filosofia

Aspecto positivo: Sou particularmente a favor desta iniciativa, como sempre fui, aliás. Responsabiliza alunos e  professores. Sempre pensei que a angústia é sempre um bom pronúncio para a felicidade. Poderão objectar dizendo que a responsabilidade existe sempre independentemente de haver ou não exames. Bem... mas ajuda.
Aspecto negativo:
1.A permanente alteração da ordem das coisas por parte do ministério. Revela irresponsabilidade, incompetência, soberba e desrespeito por quem todos os dias dá o litro, o decilitro e o centilitro por esta prática imperfeita que é a educação.
2. Continuo a achar incompreensível o silêncio à volta da disciplina de Filosofia de 12º ano. Considero-a nuclear e devia funcionar como específica para certos cursos, como anteriormente acontecia. lembro-me o que aprendi com esta disciplina no meu 12º ano, estruturando pensamento, disciplinando o argumento e afiando a cultura temporal do pensamento e da acção.
http://www.publico.pt/Educação/exame-de-filosofia-vai-ser-reposto-no-ensino-secundario_1467021

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Acção (ainda não aderi, involuntariamente, ao acordo)

O que torna o ser humano diferente dos outros seres vivos. Quais as características da mente? Como pode uma massa cinzenta ter estados mentais?

1.    Consciência.

Quais as provas da existência de consciência? A não ser que tenhamos qualquer problema de índole neurológico, todos sabemos que estamos aqui, que estamos a ler estas linhas (se calhar estamos a pensar noutro assunto mais interessante), que, no fundo existimos. Como é possível termos consciência. Sabemos pela ciência que existem determinadas actividades electroquímicas específicas que ocorrem entre os neurónios e que causam a consciência. Definindo-a podemos dizer que a Consciência «é um estado mental em que temos conhecimento da nossa própria existência e da existência daquilo que nos rodeia»[1].
O que é, então, fundamental para afirmamos a consciência é necessário:
·         estar acordado;
·         ter uma mente operacional;
·         ter, nessa mente, uma sensação espontânea e directa do eu enquanto protagonista

- É o estado mental fundamental. Sem ela nada tinha algum sentido.

2.    Intencionalidade.

Ter intenção é, antes de tudo, desejar algo, é ter desejo que algo aconteça, é agir de acordo com uma determinada finalidade e de acordo com determinadas crenças. Ter sede é ter o desejo de beber. Ter sede é um estado intencional: tem conteúdo.

3.    Subjectividade.

Todos os estados de consciência são acessíveis de forma diferente em diferentes pessoas. O estado de consciência é característico do cérebro de cada um. Assim, o estado subjectivo é um facto objectivo da biologia (Searle).

4.    Causação mental

Os nossos pensamentos não são imponderáveis e etéreos. O pensamento executa uma acção, quer no nosso cérebro quer no movimento corporal por ele desencadeado.

Resumindo: em todos os estados ditos mentais há uma correspondência biológica, em que o micronível neuronal desencadeia processos macroníveis (pensamentos…) que são e exercem a acção sobre alguma coisa. Tanto o mentalismo (que advoga a existência de pensamento puro) como o fisicalismo (que advoga que tudo se reduz à matéria) são verdadeiros (ideia de Searle, Mente Cérebro e Ciência)


[1] António Damásio, O Livro da Consciência, Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

subjectividade

A justificação de uma ideia dizendo «isso é subjectivo» é um insulto à pessoa que nos interpela porque significa o mesmo que «não me chateies». A pós-modernidade trouxe esta inovação que não é mais do que desculpas de mau pagador.

Se as ideias são subjectivas, então não há objectividade nas ideias.
As ideias são subjectivas.
Logo, não há objectividade nas ideias.

Se há subjectividade nas ideias, não é possível discutir
Há subjectividade nas ideias.
Logo, não é possível discutir.

Qual a opinião do leitor?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

cinema

Para quem gosta de filmes de suspense, vai aqui um link sugerido por uma amiga minha, Sara Gonçalves. Ok, é a preto e branco, é antigo, mas é Hitchcok... : http://www.archive.org/details/HitchcockTrailers

domingo, 24 de outubro de 2010

Argumento válidos, sólidos e cogentes

Avaliar a validade de um argumento exige que façamos a seguinte suposição: se as premissas forem verdadeiras, então a conclusão será também verdadeira. 
O argumento - todos os alemães são poetas, Fernando Pessoa é poeta, logo Fernando Pessoa é alemão é inválidoA conclusão não decorre das premissas. Se as premissas fossem verdadeiras a conclusão não o seria. 
O argumento Todos os alemães são poetas, Fernando Pessoas é alemão, logo Fernando Pessoa é poeta é válido. Por este motivo, quando designamos a validade devemos interessar-nos pela forma do argumento. Contudo, espero sempre que os argumentos que construo devam ser sólidos, isto é, que, além de serem válidos, devam possuir premissas verdadeiras. Mas também não nos devemos ficar por aqui. as premissas devem ser mais plausíveis - críveis, prováveis, verosímeis - do que a conclusão. Se disser aos meus pais que necessito de aumentar a semanada, devo utilizar um argumento cogente, caso contrário não consigo persuadi-lo. Assim, o argumento poderia ser válido se dissesse: Pai, preciso de uma aumento de semanada, logo preciso de um aumento de semanada. Contudo, não persuadia. O pai, certamente inteligente e possuidor de bom senso, rejeitaria o pedido.
Se dissesse que utilizo o dinheiro da semanada para comprar materiais escolares e provasse que estes sofreram uma inflação, então poderia dizer que precisava de um aumento de semanada. Além de sólido, o argumento seria persuasivo e, por isso, cogente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Livros

Para aprofundar os temas que abordámos, apresento dois livros importantes:

John Searle, Mente Cérebro e Ciência, trad. Artur Morão, Edições 70, Lisboa, 1987. Livro muito bom, com uma linguagem muito acessível, que aborda a problemática da Acção Humana, nomeadamente as relações mente-corpo, passando pelo enquadramento actual das designadas Ciências Sociais. Interessante o argumento e tese sobre a inteligência artificial.

Anthony Weston, A Arte de Argumentar, trad. Desidério Murcho, Gradiva. É um livro que interessa ter sempre debaixo do braço. Nos tempos ultra-comunicacionais em que vivemos, é bom aprender a argumentar bem e descobrir quem argumenta mal.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Argumento

Se terminássemos por aqui o nosso estudo sobre a lógica, ficaria algo de muito importante por dizer. Quando comunicamos não usamos frases isoladas. Assim como não utilizamos conceitos isolados porque os ligamos para constituir frases, também não não utilizamos frases sem querermos constituir ideias. A esta ligação entre várias proposições, em que a última será a consequência das anteriores, designamos ARGUMENTO.
O argumento é muito importante na medida em que revela o que mais interessante existe em nós, seres humanos: gostamos de expressar ideias, mostramos a inteligência ao relacionarmos várias frases. Mas o argumento ainda se torna mais interessante se for utilizado de modo racional e não manipulador. Usar argumentos de forma racional é respeitar os nossos interlocutores, se manipulamos estamos a desrespeitá-los. Por isso podemos classificar os argumento em válidos, sólidos e cogentes.

A proposição

Estamos agora preparados para entrar na proposição. Atenção, não confundir com preposições - partículas que estabelecem ligações entre as frases. O que nos interessa aqui são as frases por inteiro. Contudo, não são todas as frases. Há frases que interessam para a lógica e há frases que, embora embelezando, têm pouca relevância para a lógica. Ora, as proposições são frases declarativas que podem ser verdadeiras ou falsas. «Está a chover» é uma proposição, assim como «o carro é amarelo» também é uma proposição. Pelo contrário, se pergunto algo, a resposta nunca poderá ser verdadeira ou falsa. Se estabeleço uma ordem, bem o melhor é o visado acatar porque não tem cabimento questionar a verdade ou a falsidade da da ordem, já para não falar nas consequências...

domingo, 3 de outubro de 2010

Definição

A Definição é classificada de vários modos (http://criticanarede.com/definicao.html), contudo o que nos vai interessar será a Definição Explícita por que nesta aplica-se o critério da necessidade e suficiência. Neste sentido, uma definição será bem conseguida se apresentar as condições necessárias e suficientes relativas a determinado conceito.
É condição suficiente ser português para ser europeu, mas não é necessário ser português para ser europeu, pode sempre ser-se inglês ou belga, ou viver em Inglaterra é condição necessária para viver em Londres, embora não seja suficiente.
Portanto, para definir e clarificar convenientemente um conceito temos de nomear as características necessárias e suficientes que cabem nesse conceito. Dizer que um gato é um mamífero é necessário, mas não é manifestamente suficiente. Mamíferos há muitos. Dizer que é um mamífero carnívoro, é necessário mas não é suficiente. Somente se disser que o gato é um mamífero carnívoro da família dos felídeos, geralmente doméstico e que destrói ratos, é que encontro as condições necessárias e suficientes para o conceito de Gato. Todas as características assentam no Gato e são, na sua soma, exclusivas dele.

Para saber mais um pouco:
Notícia de última hora: 

Devo dizer que é agradável ler isto, apesar disto: http://duvida-metodica.blogspot.com/2010/10/httpwww.html

A definição

No penúltimo post descrevemos a formação de um conceito. Os conceitos são muito importantes em filosofia como em qualquer outro saber. Em Química devemos comunicar com os conceitos próprios desta ciência; assim como em Física em Biologia, etc... Como a Filosofia é uma disciplina que tem uma natureza reflexiva, o cuidado a ter com a linguagem é muito importante. Aliás, não poderemos esquecer que, apesar dos seus interesses serem transversais ao conhecimento em geral, a Filosofia possui os seus próprios conceitos que, certamente iremos aprendendo durante os próximos dois anos lectivos.
O que é importante reter é que, qualquer conversa que tenhamos, temos de ter cuidado como o rigor da linguagem. Devemos procurar aplicar no seu devido contexto os conceitos para assim promovermos uma discussão séria. Quantas vezes não ouvimos discussões que seriam evitáveis se as pessoas perguntassem antes o que estava em discussão e o que significam os conceitos? A definição ocupa, assim, uma posição de indesmentível importância.

Livros

Bons livros de Filosofia com descontos:
 https://www.gradiva.pt/index.php?q=N/BOOKSCOLLECTION/92&col=21

domingo, 26 de setembro de 2010

Faz parte da essência de todas as áreas do saber, promover a comunicação, para assim transmitir o conhecimento. De forma especial, a Filosofia constrói-se na Ágora. Para tal, é importante que a comunicação seja clara, precisa, objectiva. Estas características, sob pena de cairmos num monólogo, exigem a clarificação dos conceitos que constituem a linguagem. Para melhor sabermos aplicar os conceitos, é conveniente sabermos como se formam (a imagem é uma adaptação de uma ideia original de Ricardo Oliveira, meu colega em Aljustrel no ano de 1997).

O que é então um conceito? É uma imagem abstracta que reúne os caracteres comuns a uma determinada espécie e que a faz diferenciar-se das outras espécies. Perceberam? Caso a resposta seja negativa, exponham as suas dúvidas aqui, nos comentários, ou na aula.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Direito à privacidade?


http://www.ionline.pt/conteudo/79416-aniversariante-obrigada-cancelar-festa-depois-da-confirmacao-21-mil-pessoas

Esta notícia do jornal I levanta um conjunto de questões:
- É legítimo inscrever-se como convidado não conhecendo a aniversariante?
- Ao colocar um convite numa rede social, não estamos a autorizar o acesso a todos?
- Quais os limites da invasão da privacidade?
- Haverá privacidade?
 Gostaria que comentassem.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Capuchinho Vermelho

Leitura e reflexão à volta da obra Capuchinho Vermelho.
Após a leitura, foi possível colocar algumas questões consideradas pertinentes. Esta característica decorre do nosso espanto, da nossa inadiável curiosidade e da perplexidade  que o mundo suscita.

O óbvio:

- Descreve um pedido da mãe;
- A menina chama-se Capuchinho Vermelho;
- Encontrou morangos pelo caminho;
- Apareceu o Lobo mau;
- O lobo mau comeu a avozinha;
- O caçador salva a avozinha e o próprio Capuchinho.
Possíveis questões:

- Porque razão o capuchinho é vermelho?
- Qual o significado do fruto «morango»?
- Porque razão é lobo e não outro animal?
- Qual o papel e o simbolismo do caçador?


A filosofia está para o homem assim como os contos infantis estão para a criança.

Nestes últimos, o conto pretende que a criança, de uma forma lúdica, comece a ordenar as ideias confusas que possui acerca do mundo.

A filosofia, a partir dos seus instrumentos operativos (vulgo racionalidade) atribui, ou tenta atribuir, ordem no mundo. A filosofia separa, ou tenta, a luz da escuridão. Se este é o sentimento mais humano que existe, então a filosofia toma partido da intimidade mais profunda do ser humano.

                             
Qual o papel da filosofia?

  • O levantamento de questões é a função fundamental da filosofia. Procurar transitar de um plano de evidência para um plano que transcende o imediato. Procura, por isso, as crenças básicas.

  • O que são crenças básicas? São crenças, convicções, que se julgam verdadeiras, e que determinam todas as outras crenças que delas dependem.


  • Deste modo, a filosofia pretende fundamentar as ideias através, inicialmente, de um rigor conceptual e, depois, de uma validade argumentativa.

domingo, 19 de setembro de 2010

Filosofia e cinema

Um novo blogue de Filosofia: http://afilosofiavaiaocinema.blogspot.com/. É gratificante observar o grande dinamismo dos professores de Filosofia deste país que, colocando todo o ruído à volta da educação de parte, exercitam a sua criatividade e inteligência em benefício, não só de todos,  mas também da divulgação da Filosofia em Portugal. Bom proveito para quem vai usufruir e sucesso para o blogue, é o que eu desejo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Na aula II

Satisfeitas as condições do último post, é importante tirar apontamentos da aula que melhor possam contribuir para o estudo em casa. Podereis estar a dizer «mas é uma chatice...!». Não sei se será chatice, o que sei é que o esforço é fundamental. Tal como será uma chatice tomar o antibiótico de acordo com a posologia indicada pelo médico para sanar a doença, também é importante seguir algumas regras para que se possa produzir evolução no conhecimento. Assim, é imprescindível que no caderno diário se escreva bons apontamentos. A experiência diz-me que os estudantes não conseguem muitas vezes tirar melhores notas porque, quando vão estudar pelo caderno diário, não percebem o que escreveram.
Para ter bons apontamentos, é importante que:
- Tragam para a aula um caderno diário (quantas vezes isto não acontece);
- Estejam atentos ao que é fundamental (relativamente ao assunto da aula) e o que é acessório (informações, curiosidades protagonizadas pelo professor e pelos colegas que, apesar da importância informativa, não se liga directamente ao assunto da aula);
- Procurar estabelecer relações entre as ideias, através de setas, e perguntar ao professor a razão dessas mesmas relações;
- Salientar as definições. Os conceitos são muito importantes. Cada ciência tem a sua linguagem, por isso é importante familiarizarmo-nos com ela.

É difícil? É mas, com o trabalho e com o auxílio do professor, habituam-se.

sábado, 11 de setembro de 2010

Na aula I

Antes de entrarmos propriamente dito no domínio dos conteúdos é importante alinhavarmos umas ideias gerais sobre como estudar filosofia. A forma não será muito diferente das outras disciplinas, apesar das suas características especificas determinar mecanismos diferenciados de aprendizagem. Neste sentido, um bom aluno é aquele que se predispõe a aprender e tenha plena consciência que o conhecimento é um caminho. Para tal, o aluno deve:
- Posicionar-se de um modo receptivo nas aulas;
- Respeitar os tempos da aula (na medida em que obedece a um plano previamente delineado pelo professor) sem contudo deixar de participar;
- Respeitar os colegas e as opiniões alheias;
- Contribuir para um bom ambiente;
- Considerar qualquer chamada de atenção do professor, não um ataque à sua pessoa, mas ao comportamento daquele momento.
- Estar atento às aulas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Para quê?

A construção deste blogue visa publicar todas as aulas de Filosofia ministradas por mim. Nele serão inscritos textos, materiais utilizados e trabalhos desenvolvidos no decorrer das aulas. Pretende-se, por isso, atribuir aos alunos instrumentos de estudo e, simultaneamente, promover junto dos seus encarregados de educação as aulas de filosofia na Escola José Saramago.
Serão sempre bem-vindos os comentários, dando-se óbvio destaque aos enviados pelos discentes. Bom proveito.