quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Touradas - argumento contra

http://unhasinspiradas.com/tag/espanha/

Um dos argumentos mais usados a favor das touradas é o da tradição.
Podemos usar o seguinte argumento:
. As tradições merecem ser preservadas.
. A tourada é uma tradição.
. Logo, a tourada merece ser preservada.
Seguindo a linha lógica de raciocínio podemos ter em conta outros argumentos como:
. As tradições merecem ser preservadas.
. Apedrejar mulheres infiéis em algumas culturas é uma tradição.
. Logo,  em algumas culturas, apedrejar mulheres infiéis deve ser preservado.

  Concluímos que o argumento que defende que as touradas devem ser preservadas uma vez que são uma tradição não se sustenta racionalmente­­. Podemos ver nas tradições uma forma de melhoria e ajuda ao desenvolvimento do ser humano.

  Um outro argumento defensor das touradas invoca a ética tentando assim justificar a violência das touradas sendo este: "A ética tauromáquica é pois a seguinte: respeita-se a natureza do touro, combatendo-o, pois é um animal de combate.(...) Sendo o touro um ser por natureza bravo, ele realiza o seu grande bem lutando, ele realiza a sua natureza de lutador na luta e ele realiza-se plenamente a ele próprio na corrida e pela corrida". 

O uso destes argumentos pretende provar logicamente que quem defende o touro é o próprio toureiro.

Seguindo esta linha de raciocínio qualquer um pode concluir também que num cenário de tortura quem defende a vítima de tortura é o torcionário.

Em Portugal, segundo uma sondagem recente, a percentagem de portugueses que não gosta de touradas é de 74,5 % contra 24,7 que ainda gosta (cf. Público, 26.08.2002). O artigo 9.º da Constituição da República Portuguesa tem como tarefa fundamental do Estado “promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo”, o que se contradiz pela permissão das touradas, que ofendem o sentimento maioritário da população e contribuem para a degradação moral de quem obtém prazer estético e psicológico com o sofrimento dos animais.

  Assim concluo que as touradas não devem ser preservadas uma vez que desrespeitam o direito dos animais, são causa de desconforto para a maioria populacional e não há argumentação racional para a existência da tortura de bovinos.

                             Trabalho realizado por: José Patrocínio

                                                                             11º I, nº 16

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Texto Argumentativo. É a tourada aceitável?






No tempo em que a Península Ibérica era ocupada pelos Celtiberos, era costume a realização de sacrifícios de touros em adoração aos deuses, bem como uma forma de honrar a força, a bravura, a fecundidade e a vida. No século XII, foram registadas touradas em países como Portugal, Espanha, França e Peru. Estes festejos consistiam em colocar um único touro no centro de uma arena, o qual seria enfrentado por dúzias de homens, e no final morto à vista de todos os espectadores.

Nove séculos mais tarde, é possível perceber que pouco mudou, mesmo admitindo que as mentalidades evoluíram e as pessoas tornaram-se muito mais civilizadas, a tortura de um animal continua a ser considerada um espectáculo.

Os apoiantes desta prática defendem-na insistindo que é uma tradição portuguesa de muitos anos que deveria ser mantida; afirmando ainda que os touros que participam na tourada irão para o matadouro de qualquer forma, sendo assim uma maneira de os mesmos poderem mostrar a sua resistência e poder, considerando-o um acto de benevolência para com os touros. Outros consideram ser um espectáculo lucrativo, bem como uma forma diferente de divertimento.

Porém, em Roma era hábito realizarem lutas de gladiadores até à morte onde famílias inteiras iam, por diversão, observar este espectáculo macabro. Uma tradição que esteve presente na história de Itália durante várias gerações até chegarem à conclusão que era um atentado à vida humana. Sim, é verdade que os seres humanos possuem uma mente mais evoluída do que a dos animais, os quais são conduzidos por instintos selvagens, mas se colocassem uma pessoa com sérias deficiências mentais no meio de uma arena e lhe espetassem espadas nas costas, seria o acto aceitável? Toda a gente sabe das lutas ilegais entre cães ou gatos que ocorrem, infelizmente, um pouco por todo o mundo. Até que ponto é justa a legalidade conferida à tourada? Será que o touro por ser um animal mais agressivo pode ser martirizado sem qualquer punição para os homens que praticam tal acto? Ou será que os interesses financeiros falam mais alto do que a relação harmoniosa e desejável entre o homem e o animal? Finalmente, em relação ao que eles chamam de acto de benevolência, na minha opinião, consiste na exploração do sofrimento e na luta desesperada do animal pela sobrevivência. A nobreza do touro não pode servir de capa aos desejos humanos de divertimento e, diria mesmo, de sadismo.

Concluindo, com todo o respeito que me merecem as diferentes formas de espectáculo e os gostos pessoais de cada um, não posso concordar com uma diversão em que não é solicitada opinião de participação a um dos elementos envolvidos no jogo.


Carolina Fernandes Duarte

11ºI, Nº8