Nos argumentos apresentados para defender uma posição ética é comum as pessoas não saberem argumentar. Geralmente partem de uma premissa particular para uma conclusão também particular. É comum ouvir-se o seguinte argumento: Como o meu vizinho não paga impostos, também não pago impostos. Obviamente que, filosoficamente falando, isto é uma brincadeira de crianças. O meu não pagamento de impostos não decorre do incumprimento do meu vizinho. A argumentação exige argumentos válidos. Assim, quando quero defender a minha posição acerca dos touros de morte devo reforçá-la por princípios que sustentem o meu juízo:
Sacrificar animais para divertimento é errado
A tourada com touros de morte é um espectáculo
Logo, as touradas com touros de morte são erradas
Contudo, isto levanta um problema sério. Há sociedades em que sacrificar animais para espectáculos não é de todo errado. Há países em que a luta de cães ou de galos está institucionalizada. Podemos, em virtude deste relativismo, condenar essas práticas? É bastante fácil constatar o princípio fundamental do relativismo ético: diferentes sociedades possuem diferentes padrões éticos. Contudo, ao admitir este facto, devo admitir que qualquer padrão é válido. Ou não?
Vamos discutir o Relativismo.