domingo, 6 de fevereiro de 2011

John Stuart Mill - O Utilitarismo. Parte I


Princípio Fundamental:
Uma acção é correcta se, e só se, previsivelmente maximizar o bem de todos os seres que existem e que poderão vir a existir.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Kant - parte III


A dignidade humana reside, segundo Kant, na própria racionalidade. Assim, qualquer acção deve sempre levar em consideração a possibilidade da pessoa decidir por si. Caso eu seja empresário e receba uma proposta de encomenda, o meu dever é informar devidamente o meu interlocutor quanto às minhas possibilidades de cumprimento ou não do acordo para que possa decidir livremente. Isto é, se receber a proposta de encomenda e aceitá-la mesmo sabendo que não consigo entregá-la atempadamente, estou e mentir e, por isso, não estou a respeitar a dignidade da outra pessoa. Pelo contrário, se informar o meu parceiro de negócio da impossibilidade de expedir a encomenda dentro do prazo, estou a respeitá-lo. Nas palavras de Kant, no primeiro caso, não estou a agir por dever porque estou a utilizar a pessoa como um meio para as minhas aspirações. Respeitar a dignidade da pessoa é considerá-la um fim em si mesmo, permitindo que, no caso relatado, ela seja capaz de decidir de acordo com a sua própria racionalidade. Deste modo, a única forma de agir moralmente é agir de acordo com um imperativo que tem a sua génese na autonomia da vontade. O que significa ser autónomo?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Kant - parte II


Por volta do século XVIII, surge na Europa uma ideia que marcou de forma indelével toda a história humana. Sistematizaram a ideia de racionalidade como contraponto ao pensamento feudal ainda dominante.É neste ambiente que Kant elabora a sua Fundamentação da Metafísica dos Costumes. 
Qual a melhor forma de encontrar um princípio que seja a base de uma ética e que possibilite a todos, independentemente das crenças, cor de pele ou outras idiossincrasias, promoverem acções consideradas morais? Obviamente que a raiz desse princípio encontra-se na razão, faculdade presente em todos os seres humanos. O que é, então, agir racionalmente? O ser humano, pelo menos até hoje e possivelmente nos próximos anos, é capaz de fazer matemática, publicar livros de filosofia, realizar filmes e produzir música. Decorre daqui que existe algo de misterioso em nós: designou-se de razão essa misteriosa faculdade humana. Ser racional significa ter desejos, intenções, decisões e crenças. Mas não basta isto para dizermos que o ser humano é racional. Temos que acrescentar a possibilidade que ele tem de olhar por cima do seu ombro e, assim, descobrir o que é ou não correcto fazer. A sua generalidade, isto é, a sua capacidade de ler e avaliar a realidade, seja o que isso for, acima de qualquer tendência subjectiva, é uma marca perfeita para construir algo que esteja acima dos meros interesses pessoais. Por este motivo, Kant afirma que, se pretendemos ter algum ensejo ético, devemos tratar as pessoas com dignidade. O que é a dignidade humana (perdoem-me o antropocentrismo)? 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Excitações

As maravilhas da sociedade de informação. Por vezes é necessário deitar um pouco de água na fervura na excitação informativa. É sempre bom termos cuidado para não cairmos no ridículo, que é um estado que nos apela permanentemente à sua presença:

http://dererummundi.blogspot.com/2011/01/publico-esclarece-golpe-publicitario.html

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ética: Immanuel Kant. 1ª parte

Immanuel Kant (1724-1804)

Depois de nos debruçarmos sobre o Relativismo e o Subjectivismo, vamos abordar duas perspectivas que colocaram como desiderato fundamental a descoberta de um princípio que estabeleça os fundamentos da ética. Começamos com Kant, filósofo por excelência.
Kant construiu um sistema filosófico para responder a uma questão fundamental: poderá a Metafísica ser considerada ciência? Para tal fez uma Crítica da Razão Pura, onde esclarece os pressupostos do conhecimento e uma Crítica da Razão Prática para estabelecer as condições para uma Fundamentação Metafísica dos Costumes. A ponte entre estas duas «realidades» seria feita pela Crítica da Faculdade de Julgar. Acima de tudo, a filosofia de Kant mostra uma evidência: A filosofia é uma das belas artes. Infelizmente não iremos abordar todo o programa kantiano, pois a Fundamentação da Metafísica dos Costumes será a obra que nos interessará.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Subjectivismo Ético. Objecções


Escher

Baseando-nos ainda em J. Rachel, podemos dizer que o subjectivismo ético promove a ideia da infalibilidade do juízo humano. Ora, o contrário é que é verdade.O sentimento, apesar de por vezes ser honesto, pode errar. Dito isto o desacordo faz parte da discussão ética. Se alguém diz que o racismo é um mal e outro alguém defende que é um bem, então existem duas versões contraditórias. Nestas circunstâncias, não podem coexistir duas verdades sobre o mesmo assunto. A expressão de atitudes deve pressupor uma RACIONALIDADE, sob pena de cairmos no vazio. Portanto, que me desculpem os adolescentes, o subjectivismo está errado.