domingo, 6 de maio de 2018

Questões de Exame: Problema do Livre Arbítrio


Leia o texto seguinte.
Tal como os estudos experimentais mostraram, [...] fazemos o que fazemos por causa do que
aconteceu [...]. Infelizmente, o que aconteceu deixa poucas pistas observáveis, e os motivos
para fazermos o que fazemos [...] ultrapassam, assim, largamente o alcance da autoanálise.
Talvez seja por isso […] que o comportamento tem sido tão frequentemente atribuído a um ato de vontade que o desencadeia, produz ou cria.
B. F. Skinner, Recent Issues in the Analysis of Behavior, Columbus, Merrill Publishing Company, 1989, p. 15 (adaptado)
De acordo com o texto,
(A) pensamos ter livre-arbítrio, porque a nossa capacidade de autoanálise é limitada.
(B) podemos inferir que temos livre-arbítrio, ainda que as pistas observáveis sejam poucas.
(C) temos livre-arbítrio, porque o nosso comportamento tem origem num ato criativo da vontade.
(D) os estudos experimentais permitem concluir que o livre-arbítrio molda o nosso comportamento.

2014 1ª fase
1. Leia o texto seguinte. É difícil não pensar que temos livre-arbítrio. Quando estamos a decidir o que fazer, a escolha parece inteiramente nossa. A sensação interior de liberdade é tão poderosa que podemos ser incapazes de abandonar a ideia de livre-arbítrio, por muito fortes que sejam as provas da sua inexistência. E, obviamente, existem bastantes provas de que não há livre-arbítrio. Quanto mais aprendemos sobre as causas do comportamento humano, menos provável parece que escolhamos livremente as nossas ações.
J. Rachels, Problemas da Filosofia, Lisboa, Gradiva, 2009, p. 182
1.1. Como explicam os deterministas radicais a «sensação interior de liberdade» referida no texto?
1.2. Apresente uma objeção ao determinismo radical.

2014 2ª fase
Os deterministas moderados defendem que
(A) nenhuma ação é causada.
(B) todas as ações são causadas e algumas são livres.
(C) nenhuma ação é livre.
(D) todas as ações são livres e algumas não são causadas.

Um libertista concordaria com a afirmação seguinte.
(A) Uma ação pode resultar de escolhas nossas, mas estas resultam de fatores genéticos e ambientais.
(B) O conhecimento das leis da natureza e das circunstâncias relevantes permite prever qualquer ação.
(C) Se uma ação é livre, então é causada apenas pela decisão de quem a pratica.
(D) Se uma ação resulta do livre-arbítrio de alguém, então não existem leis da natureza.

2016 1ª fase
Leia o texto. O homem, estando condenado a ser livre, carrega o peso do mundo inteiro nos seus ombros […]. Ele tem de assumir a situação em que se encontra com a consciência orgulhosa de ser o seu autor, pois os piores obstáculos ou as piores ameaças que põem em perigo a sua pessoa apenas adquirem sentido através do seu próprio projeto […]. É, portanto, insensato pensar sequer em lamentar-se, uma vez que nada de exterior a si decidiu aquilo que ele sente, aquilo que ele vive ou aquilo que ele é.
J.-P. Sartre, L’Être et le Néant, Paris, Gallimard,1943, p. 612 (adaptado)
Identifique a posição acerca do livre-arbítrio que é apoiada pelo texto.

2016 1ª fase
Considere as afirmações seguintes.
1. Até aos 18 anos, os nossos pais respondem por nós e não somos livres.
2. As nossas escolhas são livres, ainda que estejam submetidas à causalidade natural.
3. As ditaduras caracterizam-se por suprimirem as liberdades fundamentais dos cidadãos.
4. No Universo, tudo está determinado e a liberdade é uma ilusão.
Quais são as afirmações que apresentam respostas ao problema do livre-arbítrio?
(A) 2 e 4.
(B) 1 e 3.
(C) 3 e 4.
(D) 1 e 2.

2015 2ª fase
Poderá a consciência da nossa liberdade ser uma ilusão?
Responda à questão proposta.
Na sua resposta:
– apresente inequivocamente a sua posição;
– argumente a favor da sua posição.

2018 1ª fase
2. Imagine que um agente poderoso fazia recuar o tempo até um qualquer ponto do passado, para que, a partir daí, mantendo-se as leis da natureza, a história recomeçasse.
Qual das situações seguintes poria em causa o determinismo radical?
(A) As deliberações dos agentes seriam causadas por acontecimentos anteriores.
(B) Em alguns casos, haveria alternativas aos acontecimentos da história.
(C) Teríamos a ilusão de que haveria mais do que um futuro possível.
(D) Ocorreriam acontecimentos que não teríamos sido capazes de prever.

2012 1ª fase
Leia o texto seguinte do filósofo Espinosa acerca do problema do livre-arbítrio.
Texto A
Uma pedra recebe de uma causa exterior que a empurra uma certa quantidade de movimento,
pela qual continuará necessariamente a mover-se depois da paragem da impulsão externa. [...]
Imaginai agora, por favor, que a pedra, enquanto está em movimento, sabe e pensa que é
ela que faz todo o esforço possível para continuar em movimento. Esta pedra, seguramente, […]
acreditará ser livre e perseverar no seu movimento pela única razão de o desejar. Assim é esta
liberdade humana que todos os homens se vangloriam de ter e que consiste somente nisto, que os homens são conscientes dos seus desejos e ignorantes das causas que os determinam.
Spinoza, «Lettre à Schuller», in Oeuvres Complètes, Paris, Gallimard, 1954
Identifique a tese defendida no texto.
Justifique a resposta, a partir do texto.

2012 Época especial
Leia o texto seguinte.
Texto A
Se admitíssemos o determinismo, o nosso vocabulário teria de sofrer modificações drasticamente extremas. […] Podemos admirar ou elogiar um indivíduo porque é belo, ou generoso, ou musicalmente dotado – mas tais coisas não dependem da sua escolha […]. A conduta honrosa ou desonrosa, a busca do prazer e o martírio heróico, a coragem e a cobardia, a mentira e a veracidade, o fazer o que é justo resistindo às tentações, tudo isso passaria a ser como o sermos belos ou feios, altos ou baixos, velhos ou jovens […]. Na realidade, a própria noção de ato implica uma escolha; mas se a escolha for, pelo seu lado, determinada, que diferença poderá haver ainda entre a ação e o simples comportamento? Isaiah Berlin, O Poder das Ideias, Lisboa, Relógio D’Água Editores, 2006
Concorda com as consequências do determinismo, apresentadas pelo autor? Justifique a resposta, a partir do texto.


2018 2ª fase, grupo II
2. Um determinista moderado e um determinista radical observaram a jogada a seguir descrita.
O João e o Carlos estão a jogar à bola em equipas contrárias. Numa das jogadas, o João correu para a bola. Atrás dele, vinha o Carlos, também decidido a disputar o lance. O Carlos acabou por conseguir chegar primeiro à bola, mas o João tocou-lhe com a chuteira no tornozelo. O Carlos caiu imediatamente no relvado. O Manuel, que estava a arbitrar o jogo, expulsou o João. Mas o João disse que era injusto ser penalizado pelo sucedido.
2.1. Relativamente às possíveis explicações para a intervenção do Manuel, o determinista moderado e o determinista radical concordam apenas parcialmente. Explicite os aspetos em que os dois observadores concordam e aqueles em que divergem.
2.2. Caso o Carlos tenha caído ao chão de propósito, de modo a prejudicar a equipa contrária, será que o determinista radical lhe atribui responsabilidade moral pelo seu comportamento? Justifique a sua resposta.
(Correção: https://www.examesnacionais.com.pt/exames-nacionais/11ano/2018-2fase/Filosofia-Criterios.pdf)

2019 1ª fase

1. Considere as afirmações seguintes.
1. As pessoas que não ponderam as consequências dos seus atos não merecem ter liberdade.
2. Nas democracias, os cidadãos têm mais liberdades do que nos outros regimes políticos.

(A) Nenhuma das afirmações é relevante para a discussão do problema do livre-arbítrio.
(B) Ambas as afirmações são relevantes para a discussão do problema do livre-arbítrio.
(C) Apenas a afirmação 1 é relevante para a discussão do problema do livre-arbítrio.
(D) Apenas a afirmação 2 é relevante para a discussão do problema do livre-arbítrio.


2019 1ª fase
2. Imagine que quer ouvir música e que, em seguida, põe os auscultadores e ouve música.
De acordo com o determinismo radical, o facto de querer ouvir música
(A) é um indício de livre-arbítrio apenas se não foi sujeito a coação.
(B) não tem qualquer conexão com uma suposta vontade livre.
(C) resulta de uma causa mental independente da natural.
(D) não tem uma causa, sendo um mero produto do acaso.

Correção: https://www.examesnacionais.com.pt/exames-nacionais/11ano/2019-1fase/Filosofia-Criterios.pdf

Questões de Exame: Argumentação


Proposições e Argumentos
 1. As frases «A foz do Tejo é em Lisboa» e «O Tejo desagua em Lisboa»
(A) representam duas proposições válidas.
(B) representam a mesma proposição.
(C) não representam qualquer proposição.
(D) representam duas proposições verdadeiras.

2013, 1ª fase
No argumento «Miguel é médico e, por isso, Miguel tem formação universitária», a premissa omitida é
(A) «Os indivíduos com formação superior são médicos».
(B) «Os médicos têm formação universitária».
(C) «Os universitários têm formação superior».
(D) «Os médicos são profissionais de saúde».

2012 Época Especial
Defina «argumento dedutivamente válido».

2015 1ª fase
Qual das frases seguintes exprime, inequivocamente, uma proposição?
 (A) Amanhã vai chover.
(B) Que bom seria se amanhã chovesse.
(C) Amanhã vai chover?
(D) Prometo que, se amanhã chover, fico em casa.

2014 1ª fase
2. Considere o argumento seguinte.
Todos os homens são imortais.
Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é imortal.
Este argumento não é sólido porque
(A) a conclusão não se segue das premissas.
(B) o número de premissas é insuficiente.
(C) é reconhecidamente falso.
(D) uma das premissas é falsa.


2015 1ª fase
«Segundo a UNICEF, devido à epidemia de ébola que, em 2014, atingiu o continente africano,
4000 crianças perderam ambos os pais e 13 000 crianças perderam um dos pais. Portanto, a epidemia de ébola causou 17 000 órfãos em África.»
O argumento anterior é
(A) uma indução a partir de uma amostra representativa.
(B) uma indução a partir de um número insuficiente de casos.
(C) um bom argumento de autoridade.
(D) um mau argumento de autoridade.

3. Considere o caso seguinte.
A Vanessa e a Mariana são amigas. Gostam dos mesmos jogos e da mesma música. Usam o
cabelo da mesma maneira e vestem o mesmo tipo de roupa. A Vanessa recebeu de prenda uma guitarra elétrica e adorou. Pouco tempo depois, o pai da Mariana decidiu oferecer à filha uma guitarra elétrica.
Construa o argumento por analogia que justificou a decisão do pai da Mariana.

2013 1ª fase
Relativamente aos argumentos indutivamente fortes, é correto afirmar que
(A) a conclusão é verdadeira sempre que as premissas são verdadeiras.
(B) a verdade das premissas torna improvável a falsidade da conclusão.
(C) a verdade das premissas nunca dá credibilidade à conclusão.
(D) a falsidade da conclusão é incompatível com a verdade das premissas.

4. Quando alguém procura ser persuasivo apelando à sua credibilidade, o aspeto dominante do discurso é
(A) o mérito da argumentação.
(B) o estado emocional do orador.
(C) o ethos do orador.
(D) o pathos do auditório.

2018 1ª fase
10. Imagine que um candidato a um cargo político se dirige às pessoas nos seguintes termos. Aqueles que me conhecem sabem que me podem confiar o seu voto, pois nunca usei em benefício próprio os cargos que exerci, e sempre dei, com todo o empenho e seriedade, o máximo de mim em prol do bem comum. O modo de persuasão usado é
(A) o pathos, pois o orador tem em vista suscitar empatia no auditório.
(B) o logos, pois a conclusão é uma consequência lógica das premissas.
(C) o ethos, pois o orador destaca aspetos da sua vida que o tornam confiável.
(D) o pathos, pois o orador visa mostrar que merece a confiança dos eleitores.

Considere o argumento seguinte: «O dalai-lama é uma pessoa bondosa; por isso, rejeita a violência.»
Que premissa deve ser introduzida no argumento para o tornar válido?
(A) «As pessoas bondosas rejeitam a violência».
(B) «As pessoas que rejeitam a violência são bondosas».
(C) «O dalai-lama não é uma pessoa violenta».
(D) «A violência não é uma disposição bondosa».

Leia o texto seguinte.
Ontem, em Roma, Adam Nordwell, o chefe índio da tribo Chippewa, protagonizou uma
reviravolta interessante. Ao descer do avião, proveniente da Califórnia, vestido com todo o
esplendor tribal, Nordwell anunciou, em nome do povo índio americano, que tomava posse da
Itália «por direito de descoberta», tal como Cristóvão Colombo fizera quando chegara à América. «Proclamo este o dia da descoberta da Itália», disse Nordwell. «Que direito tinha Colombo de descobrir a América, quando esta já era habitada pelo seu povo há milhares de anos? O mesmo direito tenho eu agora de vir à Itália proclamar a descoberta do vosso país.»
In A. Weston, A Arte de Argumentar, Lisboa, Gradiva, 1996, p. 44
No texto anterior, Adam Nordwell argumenta contra o direito de Cristóvão Colombo a proclamar a descoberta da América.
De que tipo é o argumento apresentado por Adam Nordwell? Justifique.

Leia o texto seguinte.
Texto C
Do mesmo modo que os olhos dos morcegos ficam ofuscados pela luz do dia, também a
inteligência da nossa alma fica ofuscada pelas coisas mais naturalmente evidentes.
Aristóteles, Metafísica, Livro α, 993b
Identifique um tipo de argumento informal que pode construir, a partir do texto.
Justifique a resposta.

2. Considere o argumento seguinte.
A China tem mais habitantes do que a Índia.
A Índia, por sua vez, tem mais habitantes do que o Brasil.
Logo, a China é o país com mais habitantes do mundo.
O facto de este argumento ter premissas e conclusão verdadeiras torna-o sólido? Justifique.

2014 2ª fase
«Os tubarões vivem no mar, como as sardinhas. Ora, as sardinhas são peixes. Portanto, os tubarões também são peixes.» Quem apresenta este argumento está a recorrer a
(A) um mau argumento por analogia.
(B) um bom argumento por analogia.
(C) uma má generalização.
(D) uma boa generalização.

Admitindo que um argumento indutivo tem como conclusão bastante provável que o próximo desfile de Carnaval em Torres Vedras será animado, a premissa desse argumento seria
(A) os desfiles de Carnaval em Torres Vedras foram sempre animados.
(B) todos os desfiles de Carnaval em Torres Vedras serão animados.
(C) alguns desfiles de Carnaval em Torres Vedras foram animados.
(D) talvez os desfiles de Carnaval em Torres Vedras sejam animados.

Suponha que um vendedor incentiva um cliente a comprar um telemóvel nos seguintes termos.
«Eu, no seu caso, comprava este telemóvel. Pode parecer um pouco caro, mas os seus colegas vão decerteza ficar cheios de inveja, pois este modelo não está ao alcance de qualquer um e é o escolhido porpessoas que já têm um certo estatuto. Assim, até vai atender as chamadas dos seus amigos com mais gosto.»
Este discurso é uma tentativa de
(A) persuasão racional, pois são apresentadas razões que permitem uma avaliação objetiva do produto.
(B) persuasão por meio de manipulação, pois pretende-se convencer apelando unicamente às emoções.
(C) persuasão racional, pois os factos apresentados nas premissas são evidentes e todos os reconhecem.
(D) persuasão por meio de manipulação, pois incentiva as pessoas a consumirem bens dispensáveis.

2015 1ª fase
Considere os textos seguintes.
1. A ciência está na base das tecnologias que mudaram as nossas vidas. Por conseguinte, para que o
avanço tecnológico não abrande, os investimentos em ciência não devem ser reduzidos.
2. Após a Segunda Guerra Mundial, importava assegurar a recuperação económica dos países europeus envolvidos. Além disso, os líderes das principais nações europeias pretendiam impedir um novo conflito armado. Foi esta dupla ambição que esteve na origem da União Europeia.
(A) 1 e 2 são textos argumentativos.
(B) 1 é um texto argumentativo; 2 não é um texto argumentativo.
(C) 1 e 2 não são textos argumentativos.
(D) 2 é um texto argumentativo; 1 não é um texto argumentativo.

Considere o argumento seguinte.
«Alguns futebolistas ganham muito dinheiro. Outros, porém, ganham pouco. No entanto, o futebol é um desporto bastante igualitário. Se o compararmos com a natação, o basquetebol ou o râguebi, percebemos porquê. Qualquer um pode jogar futebol, mas, para jogar basquetebol ou râguebi, poucos atletas são suficientemente altos ou musculosos. E pode-se jogar futebol em qualquer lugar, desde que alguém tenha uma bola, ao passo que a natação exige instalações desportivas muito dispendiosas. Na verdade, só um grande investimento permite dispor de uma piscina.»
A conclusão do argumento é
(A) «o futebol é um desporto bastante igualitário».
(B) «pode-se jogar futebol em qualquer lugar».
(C) «alguns futebolistas ganham muito dinheiro» .
(D) «só um grande investimento permite dispor de uma piscina».

2014 1ª fase
«Cada pessoa tem a sua opinião, como se vê nos debates televisivos, em que nunca se chega a um acordo. Por isso, não podemos negar que a verdade é relativa, pois haveria consenso entre as pessoas se a verdade fosse absoluta.»
O texto anterior exprime um argumento cujas premissas são:
(A) Se a verdade fosse absoluta, haveria consenso entre as pessoas; não há consenso entre as pessoas.
(B) Cada pessoa tem a sua opinião, como se vê nos debates; não podemos negar que a verdade é
relativa.
(C) Quando discutem, as pessoas deveriam chegar a um acordo; não devemos procurar uma verdade
absoluta.
(D) Os debates televisivos são inúteis, porque não se chega a um consenso; a verdade não é absoluta.

2014 1ª fase
«É impossível provar que os animais têm consciência. Portanto, temos de admitir que não têm.»
O argumento anterior é
(A) dedutivamente válido.
(B) indutivamente forte.
(C) um caso de apelo à ignorância.
(D) um caso de derrapagem.

2015 2ª fase
 Um argumento sólido
(A) tem de ter premissas verdadeiras, mas pode ter conclusão falsa.
(B) tem de ter premissas e conclusão verdadeiras.
(C) pode ter premissas falsas, mas a conclusão tem de ser verdadeira.
(D) pode ter premissas e conclusão falsas.

2013 2ª fase
Do ponto de vista dedutivo, é correto afirmar que
(A) a validade dos argumentos depende unicamente do conteúdo.
(B) os argumentos são inválidos se as premissas forem falsas e a conclusão verdadeira.
(C) a validade dos argumentos depende da forma e do conteúdo.
(D) os argumentos são inválidos se as premissas forem verdadeiras e a conclusão falsa.

2014 2ª fase
Considere as afirmações seguintes.
1. Todos os argumentos com premissas e conclusão verdadeiras são válidos.
2. Se um argumento é inválido, então tem premissas falsas.
3. Argumentos com conclusão falsa podem ser dedutivamente válidos.
Selecione a opção correta.
(A) As afirmações 1, 2 e 3 são verdadeiras.
(B) As afirmações 1 e 2 são falsas; a afirmação 3 é verdadeira.
(C) As afirmações 1 e 2 são verdadeiras; a afirmação 3 é falsa.
(D) As afirmações 1, 2 e 3 são falsas.


2012 1ª fase
Na resposta a cada um dos itens de 2.1. a 2.4., selecione a única opção correta.
Escreva, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
2.1. Uma boa argumentação
(A) privilegia os argumentos de autoridade.
(B) pretende obter a adesão livre do auditório.
(C) privilegia o ethos relativamente ao logos.
(D) pretende adular e seduzir o auditório.
2.2. Num raciocínio indutivo forte, a verdade
(A) da conclusão é garantida pela verdade das premissas.
(B) das premissas torna provável a validade da conclusão.
(C) da conclusão é garantida pela validade das premissas.
(D) das premissas torna provável a verdade da conclusão.
2.3. Consideram-se falácias formais os argumentos que
(A) contêm uma premissa errada.
(B) cumprem as regras da inferência.
(C) parecem ser dedutivamente válidos.
(D) parecem ser verdadeiros.
Prova 714.V1/1.ª F. • Página 5/ 8
2.4. Para a lógica formal, a validade dos argumentos diz respeito à
(A) relação de consequência entre proposições.
(B) verdade ou falsidade dos argumentos.
(C) probabilidade da conclusão.
(D) certeza das premissas.


2014 1ª fase
Considere as frases seguintes.
1. As baleias são peixes.
2. As baleias não são peixes.
3. As baleias são peixes?
4. Ensinar a pescar, em vez de dar o peixe.
Selecione a opção correta.
(A) As frases 1, 2 e 4 exprimem proposições; a frase 3 não exprime uma proposição.
(B) As frases 1 e 2 exprimem proposições; as frases 3 e 4 não exprimem proposições.
(C) As frases 1 e 3 exprimem proposições; as frases 2 e 4 não exprimem proposições.
(D) A frase 1 exprime uma proposição; as frases 2, 3 e 4 não exprimem proposições

2015 2ª fase
 Platão criticou os sofistas por
(A) proporem um modelo de educação que não tinha em conta o funcionamento da democracia ateniense.
(B) darem mais importância à persuasão do que à busca da verdade.
(C) ensinarem uma técnica retórica que apenas podia ser aplicada na assembleia e nos tribunais.
(D) não conseguirem apresentar favoravelmente duas causas opostas.

2014 2ª fase
Platão considera que a retórica cultivada pelos sofistas produz
(A) justificações irrefutáveis.
(B) conhecimentos especializados.
(C) opiniões infundadas.
(D) verdades impopulares.

Leia a seguinte fala de Sócrates dirigindo-se a Hipócrates.
2013 1ª fase
Que termo [...] se aplica a Protágoras? «Chamam-lhe sofista, Sócrates». «Então é na
qualidade de sofista que vamos pagar-lhe?». «Claramente».
E se alguém te perguntasse: «Com que fim te aproximas de Protágoras?». Ele corou […] e
disse: «Se o caso é semelhante aos precedentes, é evidente que é para me tornar um sofista».
«Em nome dos deuses – disse eu – então tu não tinhas vergonha de te apresentar perante os
Gregos como sofista?».
Platão, Protágoras, in Maria Helena da Rocha Pereira, Hélade – Antologia da Cultura Grega,
Coimbra, Edição F.L.U.C., 1990 (texto adaptado)
Exponha a crítica de Platão ao ensino dos sofistas, implícita no texto.

2013 2ª fase
Leia a fala seguinte de Górgias dirigindo-se a Sócrates.
GÓRGIAS – […] Se um orador e um médico se apresentarem numa cidade qualquer à tua
escolha, e se se discutir na assembleia do povo ou em qualquer reunião qual dos dois deve ser
eleito médico, garanto-te que o médico deixa simplesmente de existir e que aquele que domina a arte da palavra se fará eleger se quiser. Do mesmo modo, seja qual for o profissional com quem entre em competição, o orador conseguirá que o prefiram a qualquer outro, porque não há matéria sobre a qual um orador não fale, diante da multidão, de maneira mais persuasiva do que qualquer profissional. Tal é a qualidade e a força desta arte que é a retórica.
Platão, Górgias, Lisboa, Ed. 70, 1997
A partir do texto, mostre por que razão a retórica sofística, para Platão, é uma forma de manipulação.
Na sua resposta, integre, de forma pertinente, informação do texto.

2012 1ª fase
Leia o texto seguinte.
Texto D
FEDRO
A respeito disso, meu caro Sócrates, ouvi dizer o seguinte: quem se quer tornar orador não tem necessidade de conhecer o que realmente é justo, mas o que aparente sê-lo à multidão que deve julgar; não o que na realidade é bom e belo, mas quanto dá essa aparência, já que daí deriva a persuasão, e não da verdade.
Platão, Fedro, 260a, Lisboa, Edições 70, 1977
1.1. Nomeie o mau uso da retórica para persuadir uma «multidão».
1.2. Exponha, a partir do texto, a crítica platónica à retórica sofística.

2018, 2ª fase, V1
1. Para ser sólido, um argumento
(A) tem de ser válido, mas pode ter premissas falsas.
(B) tem de ser válido e ter as premissas verdadeiras.
(C) apenas tem de ter as premissas verdadeiras.
(D) apenas tem de ter a conclusão verdadeira.

2018, 2ª fase, V1
2. A frase «na manhã do dia 15 de janeiro de 1770, o Marquês de Pombal, em vez de tratar de assuntos políticos, deixou-se ficar na cama a beber chocolate e a ler poesia»
(A) não exprime uma proposição, porque não sabemos se é verdadeira ou falsa.
(B) exprime uma proposição, ainda que não seja verdadeira nem falsa.
(C) exprime uma proposição, ainda que ignoremos qual é o seu valor de verdade.
(D) não exprime uma proposição, porque não é verdadeira nem é falsa.

2018, 2ª fase, V1
5. Considere o argumento seguinte. O direito à vida implica o direito a prolongar a vida através do acesso aos melhores cuidados médicos disponíveis. Assim, numa sociedade justa, se todos têm igual direito à vida, então todos têm igual direito a prolongar a vida através do acesso aos melhores cuidados médicos disponíveis. Por conseguinte, numa sociedade justa, não é aceitável que o acesso aos melhores cuidados médicos disponíveis dependa do poder económico dos indivíduos ou das suas famílias. Em contrapartida, numa sociedade injusta, impera literalmente o princípio do «salve-se quem puder».
A conclusão do argumento anterior é
(A) o acesso aos melhores cuidados médicos disponíveis não deve depender do poder económico dos indivíduos ou das suas famílias.
(B) numa sociedade injusta, apenas se salva quem pode pagar o acesso aos melhores cuidados médicos disponíveis.
(C) todos temos igual direito a prolongar a vida através do acesso aos melhores cuidados médicos disponíveis.
(D) não ter direito a prolongar a vida através do acesso aos melhores cuidados médicos disponíveis é o mesmo que não ter direito à vida

2019, 1ª fase Grupo II
1. O Carlos encontrou a Diana numa esplanada sobre o rio Guadiana. A Diana disse-lhe:
‒ Gosto de rios, mas também gosto de lagos rodeados de montanhas.
O Carlos acrescentou:
‒ Nesse caso, gostas de alguns lagos suíços, pois na Suíça há lagos rodeados de montanhas.
Qual dos dois tipos de argumentos – dedutivo ou não dedutivo – usou o Carlos para concluir que a Diana gosta de alguns lagos suíços? Justifique.